Eu não sou você, você não é eu. Ninguém jamais saberá o que alguém sente ou sentiu; não organize minha bagunça e feche a porta quando sair.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Oceano
Tudo está bem e nada machuca
Tudo está bem e nada machuca
Meu caos se organizou
E o príncipe encantado, desencantou
Não é meu problema se o que eu vejo
não reflete nos seus olhos
Não me importa se o que eu almejo
Não faz parte dos seus sonhos
Porque tudo está bem e nada mais doerá
A cauda de sereia desapareceu, mas com pés também se pode nadar
Resultado meio nada a ver de uma mente sonolenta.
Tudo está bem e nada machuca
Meu caos se organizou
E o príncipe encantado, desencantou
Não é meu problema se o que eu vejo
não reflete nos seus olhos
Não me importa se o que eu almejo
Não faz parte dos seus sonhos
Porque tudo está bem e nada mais doerá
A cauda de sereia desapareceu, mas com pés também se pode nadar
Resultado meio nada a ver de uma mente sonolenta.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Artificial
O céu queimou
O inferno congelou
Seus medos voltaram à vida
Engolida pela escuridão
A violência é tão fascinante
Me dê ultra que te dou romance
Traços pretos adornando seus olhos
A porta de emergência de suas veias fora aberta
Estraçalhada por esse rio de sangue
Eu queria morrer voando
Pularia do topo de uma bela montanha
Suspirando liberdade, eu voaria
Troco meu coração de caranguejo pelo de um leão voraz
Pela primeira vez eu me sentiria capaz
O vermelho dança em meus pulsos
Cachoeiras se recusam a cair de meus olhos
Me rebado contra todos os meus impulsos
Somente para sentir de novo
Tanto faz, tanto fez
O mundo é muito banal
Uma aglomeração de clichês ambulantes
Cada um preso em seu próprio paraíso artificial
O inferno congelou
Seus medos voltaram à vida
Engolida pela escuridão
A violência é tão fascinante
Me dê ultra que te dou romance
Traços pretos adornando seus olhos
A porta de emergência de suas veias fora aberta
Estraçalhada por esse rio de sangue
Eu queria morrer voando
Pularia do topo de uma bela montanha
Suspirando liberdade, eu voaria
Troco meu coração de caranguejo pelo de um leão voraz
Pela primeira vez eu me sentiria capaz
O vermelho dança em meus pulsos
Cachoeiras se recusam a cair de meus olhos
Me rebado contra todos os meus impulsos
Somente para sentir de novo
Tanto faz, tanto fez
O mundo é muito banal
Uma aglomeração de clichês ambulantes
Cada um preso em seu próprio paraíso artificial
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Delírio
Eu estava dormindo, mas de repente algo me despertou. Eu andei e sem saber o porquê, me olhei no espelho. Havia um monstro - era eu. Quer dizer, deveria ser eu; afinal, era meu reflexo. Mas não minha imagem.
Então eu senti meu rosto sangrar. Um caco de vidro havia se partido do espelho, voou em minha direção e fez o corte. Ele não chegou a tocar no chão, ficou flutuando, como se nada relativo ao espelho recebesse a força da gravidade.
Outros cacos se partiram e fizeram mais cortes em mim. Eu estava sangrando, mas não me sentia fraca - muito pelo contrário! Eu me sentia leve e feliz, aqueles cortes eram benignos. Por causa deles eu sentia uma sensação há muito tempo esquecida por mim: a paz. Meu corpo estava sangrando, mas qual era o problema disso?
Quando o último caco se partiu eu percebi que havia algo preto dentro da armação, uma passagem! Eu não conseguia avistar um fim, era como um buraco negro. Igual ao estado do meu ser. A passagem me sugou e eu adentrei na escuridão.
Mas lá dentro, nada importava. Eu estava voando? Estava livre da dor sentimental, só sentia a dor física causada pelos cortes (que se abriam a todo instante), mas eu não me importava.
Foi então que eu avistei uma luz, a suposta luz da esperança no meio da escuridão. Eu flutuava involuntariamente para perto dela, mas eu não queria! Eu sabia que ela iria me afastar da minha escuridão, da minha paz de espírito.
Eu chegava mais e mais perto. Ouvia gritos. Ouvia risos lunáticos. O que seria aquilo...? Eu fiquei apavorada, e fechei os olhos.
De repente começou a tocar uma música conhecida. Era.. Era... Meu despertador? Abri meus olhos. O relógio marcava 6 horas da manhã e eu estava deitada em minha cama. Tudo não passara de um sonho?
Olhei em volta procurando o espelho. Nada. No lugar dele havia uma pintura feita com traços pretos irregulares, que formava um desenho de uma menina. Os olhos dela eram vermelhos e me miravam com certo ódio.
Dessa vez era uma imagem, e eu tinha certeza. Esse monstro era eu. Ou melhor: toda escuridão que me fizeram deixar pra trás.
(Escrito em algum momento de 2009)
Então eu senti meu rosto sangrar. Um caco de vidro havia se partido do espelho, voou em minha direção e fez o corte. Ele não chegou a tocar no chão, ficou flutuando, como se nada relativo ao espelho recebesse a força da gravidade.
Outros cacos se partiram e fizeram mais cortes em mim. Eu estava sangrando, mas não me sentia fraca - muito pelo contrário! Eu me sentia leve e feliz, aqueles cortes eram benignos. Por causa deles eu sentia uma sensação há muito tempo esquecida por mim: a paz. Meu corpo estava sangrando, mas qual era o problema disso?
Quando o último caco se partiu eu percebi que havia algo preto dentro da armação, uma passagem! Eu não conseguia avistar um fim, era como um buraco negro. Igual ao estado do meu ser. A passagem me sugou e eu adentrei na escuridão.
Mas lá dentro, nada importava. Eu estava voando? Estava livre da dor sentimental, só sentia a dor física causada pelos cortes (que se abriam a todo instante), mas eu não me importava.
Foi então que eu avistei uma luz, a suposta luz da esperança no meio da escuridão. Eu flutuava involuntariamente para perto dela, mas eu não queria! Eu sabia que ela iria me afastar da minha escuridão, da minha paz de espírito.
Eu chegava mais e mais perto. Ouvia gritos. Ouvia risos lunáticos. O que seria aquilo...? Eu fiquei apavorada, e fechei os olhos.
De repente começou a tocar uma música conhecida. Era.. Era... Meu despertador? Abri meus olhos. O relógio marcava 6 horas da manhã e eu estava deitada em minha cama. Tudo não passara de um sonho?
Olhei em volta procurando o espelho. Nada. No lugar dele havia uma pintura feita com traços pretos irregulares, que formava um desenho de uma menina. Os olhos dela eram vermelhos e me miravam com certo ódio.
Dessa vez era uma imagem, e eu tinha certeza. Esse monstro era eu. Ou melhor: toda escuridão que me fizeram deixar pra trás.
(Escrito em algum momento de 2009)
Notre Dame
I
Alterada, dissimulada
Quem ela é? Não quero saber
Injustiçada, fragmentada
Não desejo mais te ver
Seriam 11 andares
De queda livre, asas cortadas
Esse impacto enterraria
Suas cores violentadas
II
Incendiei o circo, mas não quis me queimar
Sou um palhaço, camuflado
Pintei minhas lágrimas para disfarçar
Costurei um sorriso para enganar
III
A morte é um cavalheiro justo
Chama todos para dançar
Ricos, pobres, crianças, adultos
Todos dançarão no túnel mortal
Algumas danças têm hora marcada
Outras chegam num piscar de olhos
Dramática, doída, almejada, trágica
Tudo acaba com a música
IV
Vivo com esse coração de equilibrista
Tentando equilibrar sua leviandade
A poetisa e o artista
A morte está na cidade!
Dançando até a morte
Alegrando toda a corte
E se fosse o revés?
Dançando com os reis
Não havia coroa
Não avistei sua foice
Um cavaleiro cavalheiro
Morto por um coice
V
Respeitável público,
Preencherei esse reino de alegria!
Mas que baquete delicioso!
(Antropofagia)
Alterada, dissimulada
Quem ela é? Não quero saber
Injustiçada, fragmentada
Não desejo mais te ver
Seriam 11 andares
De queda livre, asas cortadas
Esse impacto enterraria
Suas cores violentadas
II
Incendiei o circo, mas não quis me queimar
Sou um palhaço, camuflado
Pintei minhas lágrimas para disfarçar
Costurei um sorriso para enganar
III
A morte é um cavalheiro justo
Chama todos para dançar
Ricos, pobres, crianças, adultos
Todos dançarão no túnel mortal
Algumas danças têm hora marcada
Outras chegam num piscar de olhos
Dramática, doída, almejada, trágica
Tudo acaba com a música
IV
Vivo com esse coração de equilibrista
Tentando equilibrar sua leviandade
A poetisa e o artista
A morte está na cidade!
Dançando até a morte
Alegrando toda a corte
E se fosse o revés?
Dançando com os reis
Não havia coroa
Não avistei sua foice
Um cavaleiro cavalheiro
Morto por um coice
V
Respeitável público,
Preencherei esse reino de alegria!
Mas que baquete delicioso!
(Antropofagia)
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