sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Notre Dame

I

Alterada, dissimulada
Quem ela é? Não quero saber
Injustiçada, fragmentada
Não desejo mais te ver

Seriam 11 andares
De queda livre, asas cortadas
Esse impacto enterraria
Suas cores violentadas

II

Incendiei o circo, mas não quis me queimar
Sou um palhaço, camuflado
Pintei minhas lágrimas para disfarçar
Costurei um sorriso para enganar

III

A morte é um cavalheiro justo
Chama todos para dançar 
Ricos, pobres, crianças, adultos
Todos dançarão no túnel mortal

Algumas danças têm hora marcada
Outras chegam num piscar de olhos
Dramática, doída, almejada, trágica
Tudo acaba com a música

IV

Vivo com esse coração de equilibrista
Tentando equilibrar sua leviandade
A poetisa e o artista
A morte está na cidade!

Dançando até a morte
Alegrando toda a corte
E se fosse o revés?
Dançando com os reis

Não havia coroa
Não avistei sua foice
Um cavaleiro cavalheiro
Morto por um coice

V

Respeitável público,
Preencherei esse reino de alegria!
Mas que baquete delicioso!
(Antropofagia)

Nenhum comentário:

Postar um comentário