sábado, 4 de janeiro de 2014

Perda de tempo

De que importa esse sentimento que corrói cada órgão meu, dilacera cada esperança e me faz flutuar em devaneios, se eu não posso tocá-lo ou senti-lo?
Qual é a utilidade desse câncer que expulsa o marasmo do meu ser, se nem compreendê-lo eu consigo?
Não faz sentido esse cabo de guerra entre a razão e o sentimento, se ambas as forças sobre mim são iguais...
O meu amor é uma farsa?
Porque se ele não se renova, ao encontrar um novo recipiente para guarda-lo ele só se desgasta
e diminui..
Eu lhes empresto meu amor, e ele só volta pisado, estraçalhado, ignorado.
Os corações mais leves são os que mais pesam, apesar de já terem sido esvaziados.
Do quebra cabeça que é meu coração, uma peça está faltando e eu hei de pega-la de volta, custe o que custar.
É perda de tempo procurar reencaixar algo que não vai mais entrar.

[Algum dia em outubro]

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