I
Alterada, dissimulada
Quem ela é? Não quero saber
Injustiçada, fragmentada
Não desejo mais te ver
Seriam 11 andares
De queda livre, asas cortadas
Esse impacto enterraria
Suas cores violentadas
II
Incendiei o circo, mas não quis me queimar
Sou um palhaço, camuflado
Pintei minhas lágrimas para disfarçar
Costurei um sorriso para enganar
III
A morte é um cavalheiro justo
Chama todos para dançar
Ricos, pobres, crianças, adultos
Todos dançarão no túnel mortal
Algumas danças têm hora marcada
Outras chegam num piscar de olhos
Dramática, doída, almejada, trágica
Tudo acaba com a música
IV
Vivo com esse coração de equilibrista
Tentando equilibrar sua leviandade
A poetisa e o artista
A morte está na cidade!
Dançando até a morte
Alegrando toda a corte
E se fosse o revés?
Dançando com os reis
Não havia coroa
Não avistei sua foice
Um cavaleiro cavalheiro
Morto por um coice
V
Respeitável público,
Preencherei esse reino de alegria!
Mas que baquete delicioso!
(Antropofagia)
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